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domingo, 5 de junho de 2011

Você ainda vai ter um


Diante da invasão descontrolada de carros chineses no Brasil, não dá mais para ignorar o fato de que eles vieram para ficar. Além de oferecerem carros completos por preços atrativos, eles estão em quase todos os segmentos e, cedo ou tarde, vão preencher uma lacuna no mercado brasileiro.

A qualidade dos materiais, que aparentemente é um problema comum nos carros chineses, é semelhante com o que temos no mercado nacional. Acabamento, motor e suspensão, de alguns carros, são extremamente parecidos com os Fiats e novos Gols da vida. Mas a durabilidade desses carros ninguém sabe no que vai dar. Então por que diabos você ainda terá um? A lacuna. Sim, queridos, a tal lacuna que está entre os nacionais e os chineses.

Os carros chineses têm sim uma qualidade inferior aos europeus, americanos e cia, mas algumas marcas e modelos se aproximam muito das carroças fabricadas por aqui. Como na China é muito mais barato produzir, distribuir, etc e tal, os carros sempre serão mais baratos, mesmo com a absurda tributação do nosso país.

A lacuna? A lacuna, queridos, peguem como exemplo a ZX Auto (Zhongxing Automobile) que chega em agosto.

A ZX vai trazer para o mercado a picape média Grand Tiger (foto), tração 4×2, motor a gasolina 2.4 de 128 cv. Preço? R$ 39.900. Agora, diga-me, qual picape média, disponível no Brasil, completa, tem um preço desses?

Claro que ainda não conhecemos o carro, logo, não dá para saber se é um Effa melhorado ou piorado.

E é aí que está a lacuna. Num mercado em que o seu primeiro carro poderia ser um usado completão ou um Mille 0km, agora pode ser também um Pokemon completo e barato.

Lógico, quem tiver consciência e bala na agulha não vai optar por um troço desses, mas e quem não tem? A questão é essa. Vivemos em um país onde o que importa não é a qualidade dos carros e sim os "frufrus" que ele oferece. Mecânica? Durabilidade? Segurança? Que nada! O negócio agora é trocar de carro a cada dois anos. E isso cai como uma luva para os chineses.

É uma pena. O brasileiro vai ter que reaprender a consumir, mas isso fica para uma outra hora.