Pular para o conteúdo principal

ANO QUE VEM TEM MAIS

Acompanho as 24 Horas de Le Mans há uns três anos, desde que descobri esses canais on-line que transmitem tudo, até corrida de pedalinho, mas este ano, pela primeira vez assisti a corrida como comentarista.


Não foi fácil. Tudo que é feito por conta própria é mais suado, desgastante, arriscado e improvisado. Mesmo em um universo, como o da internet, que já tem tudo pronto, não é nada fácil trabalhar por conta própria.

Tive que entrar ao vivo pelo LeMansChat, Twitcam, Hangout e o escambau a quatro sem o conhecimento técnico dessas ferramentas. Muitas vezes sem som, imagem, som e imagem. Desconfio até que fiquei mais off do que on. Mas aos poucos fui acertando, pegando a manha, a maldade do negócio e no final já tava até fazendo até chover.

Um coisa é assistir deitado no sofá e palpitar, outra coisa é assistir para os outros, ter horários marcados para comentar, preparar vídeo, som, ler aquelas listas enormes, tudo em inglês, do que aconteceu depois de dormir umas quatro horinhas e sair falando daquilo sem ver uma só imagem. Não é fácil, mas é gostoso demais.

Poderia ter feito isso tudo de qualquer jeito, nas coxas, pouca gente acompanhou mesmo, mas sou chato. Se não for pra ficar perfeito, prefiro não fazer.

O bem feito pra mim é amador. Tinha que ser perfeito. Sou chato mesmo, mesquinho, quadrado, maluco, mas comprometido. Aceitei fazer Le Mans e fiz. Cumpri com minha obrigação. Mesmo que isso tenha me custado horas de sono, lazer e um monte de outras coisas que todo mundo cisma em fazer logo num fim de semana como esse. Deixe que falem, duvidem, riem. A satisfação de dever cumprido é a melhor coisa do mundo.

Não me importa se meia dúzia acompanharam. Se troquei um fim de semana de diversões infinitas no paraíso para dar satisfações a meia dúzia de pessoas que acompanhavam. O importante é que foi perfeito. Com todos os problemas, mas foi perfeito. Dever cumprido.

Ano que vem tem mais. É o que importa agora. E se tudo correr bem, mando notícias de lá.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AS VANTAGENS DE COMPRAR UM VW GOL

Muito tem se falado dos carros "nacionais". Uns metem o pau, outros elogiam e alguns até os veneram cegamente torcendo como se fossem times de futebol. A verdade é que existem vantagens e desvantagens nesses carros.

Num mercado tão peculiar como o nosso e cada vez mais exigente, fica difícil saber quais as verdadeiras vantagens de se comprar um automóvel "nacional". Vejamos então quais são as vantagens de se comprar um Gol, o carro mais vendido do Brasil, que hoje enfrenta uma queda brusca nas vendas por motivos óbvios.

CINCO CARROS 1.4 MAIS POTENTES

Sem delongas, vamos aos carros 1.4 "nacionais" mais potentes do mercado. Economia, conforto, espaço interno, nada disso vale aqui. O que vale é subir o morro tranquilo, com as bagagens e a família toda no carro. Será que isso é possível? Vamos à lista:


5 - Peugeot 207 1.4 16v
O 207 conseguiu uma façanha que parecia ser impossível. Ser menos potente que os motores Fiats. De imediato, os números não parecem surtir efeito. Mas é quando se anda no francesinho, que o desespero de pegar um morro vira rotina. O Citroen C3 tem o mesmo motor do 207.
Potência máxima (cv): 80,0 (G) / 82,0 (E) a 5.250 rpm
Torque máximo (kgf.m): 12,85 (G) / 12,85 (E) a 3.250 rpm

Ford vai utilizar o Microsoft HoloLens para projetar carros

Criticado por uns e amado por outros, o Microsoft HoloLens vem ganhando força no setor industrial. A prova disso é que a Ford se uniu à Microsoft para projetar seus carros em realidade aumentada.