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domingo, 17 de junho de 2012

ANO QUE VEM TEM MAIS

Acompanho as 24 Horas de Le Mans há uns três anos, desde que descobri esses canais on-line que transmitem tudo, até corrida de pedalinho, mas este ano, pela primeira vez assisti a corrida como comentarista.


Não foi fácil. Tudo que é feito por conta própria é mais suado, desgastante, arriscado e improvisado. Mesmo em um universo, como o da internet, que já tem tudo pronto, não é nada fácil trabalhar por conta própria.

Tive que entrar ao vivo pelo LeMansChat, Twitcam, Hangout e o escambau a quatro sem o conhecimento técnico dessas ferramentas. Muitas vezes sem som, imagem, som e imagem. Desconfio até que fiquei mais off do que on. Mas aos poucos fui acertando, pegando a manha, a maldade do negócio e no final já tava até fazendo até chover.

Um coisa é assistir deitado no sofá e palpitar, outra coisa é assistir para os outros, ter horários marcados para comentar, preparar vídeo, som, ler aquelas listas enormes, tudo em inglês, do que aconteceu depois de dormir umas quatro horinhas e sair falando daquilo sem ver uma só imagem. Não é fácil, mas é gostoso demais.

Poderia ter feito isso tudo de qualquer jeito, nas coxas, pouca gente acompanhou mesmo, mas sou chato. Se não for pra ficar perfeito, prefiro não fazer.

O bem feito pra mim é amador. Tinha que ser perfeito. Sou chato mesmo, mesquinho, quadrado, maluco, mas comprometido. Aceitei fazer Le Mans e fiz. Cumpri com minha obrigação. Mesmo que isso tenha me custado horas de sono, lazer e um monte de outras coisas que todo mundo cisma em fazer logo num fim de semana como esse. Deixe que falem, duvidem, riem. A satisfação de dever cumprido é a melhor coisa do mundo.

Não me importa se meia dúzia acompanharam. Se troquei um fim de semana de diversões infinitas no paraíso para dar satisfações a meia dúzia de pessoas que acompanhavam. O importante é que foi perfeito. Com todos os problemas, mas foi perfeito. Dever cumprido.

Ano que vem tem mais. É o que importa agora. E se tudo correr bem, mando notícias de lá.

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