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sexta-feira, 1 de março de 2013

MERCADO DE USADOS VOLTA A ENTRAR EM RECESSÃO

O mercado de carros usados viveu em plena montanha-russa durante todo o ano de 2012 e fechou o ano no vermelho. Bem, com relação ao mercado de carros novos o cenário não foi muito diferente, mas com os incentivos do governo, fechou o ano em alta. Agora, o setor de usados entrou em queda livre. O principal motivo é a redução da concessão de crédito, que caiu cerca de 10%. Como se viu, graças à queda dos juros, as pessoas financiaram mais – boa parte por impulso, sem base financeira – com isso o número de inadimplentes subiu e consequentemente os bancos ficaram mais exigentes. Exigência que atingiu principalmente o mercado de carros usados. Isso porque, na concepção dos bancos, quem compra carro usado está mais sujeito a ficar inadimplente do que quem compra um zero km.

De fato, os números podem confirmar isso, mas em longo prazo essa reação pode causar um estrago nas revendas de todo o país. Isso porque, até há pouco tempo, a grande dificuldade de quem comprava um zero km e entrava com o usado na negociação, era a avaliação. Agora, o futuro comprador pode até não conseguir incluir o usado, que vai acabar ficando encalhado. Quais as consequências disso? Bem, se olharmos por essa perspectiva, em breve o setor de carros zero km voltará a entrar em recessão. Se os proprietários que querem trocar o seu usado por um carro novo não conseguem negociar na base da troca, e se só conseguem vender por um preço muito abaixo do mercado atual, quem mais sofrerá com isso serão os donos de revendas. Eles sim, para conseguirem pagar as contas, serão obrigados a fazer manobras como subvalorizar um veículo usado e “pegar” apenas os modelos que vendem mais. O mercado, que a princípio parecia ter mudado, voltaria à estaca zero, com alguns modelos da Fiat, Ford, Renault, Peugeot etc. encalhados e extremamente desvalorizados. E só modelos como Gol, Uno, Celta - os famosos bons de comércio - sendo aceitos numa negociação.

Não há como prever o que realmente vai acontecer daqui para frente. O governo pode, de uma hora para outra, interferir e reverter esse cenário, ou atrapalhar ainda mais. Este é o resultado de um país, cuja politica econômica visa deixar a população refém de um crédito escravista e perverso. Financiamentos, carta de crédito, empréstimos consignados e-não-sei-mais-o-que, tudo isso é um prato cheio para se manter o povo algemado à “politicazinha” do governo. E ainda dizem, que o Brasil não é mais o país da escravidão…

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