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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Veja como algumas concessionárias estão enganando os consumidores na hora de trocar o carro

O caso a seguir foi enviado por uma leitora que não quis se identificar, vamos chama-la de Carol. A Carol trabalha em uma concessionária da Chevrolet, na zona oeste de São Paulo, que infelizmente também não posso revelar qual é, mas que não é difícil descobrir, principalmente porque eu já detonei essa mesma concessionária no twitter por venderem carros em péssimo estado.

Enfim, desde que a Carol passou a trabalhar no setor de seminovos, ela descobriu que a tal concessionária fazia o esquema de subvalorizarão do carro do cliente, alegando alta quilometragem.

O golpe funciona assim:

1 – O cliente quer comprar um carro na base da troca. Ele escolhe um modelo, chora por descontos e chega num preço de comum acordo.

2 – O cliente leva o seu carro para ser avaliado. Os avaliadores vão direto ao hodômetro e se o carro tiver rodado mais de 100 mil km, é informado ao cliente que a CC não pega nenhum carro com aquela KM e, mesmo se pegar, o carro seria encaminhado para outra revenda especializada em carros com KM alta.

3 – O vendedor indica ao cliente uma saída: Vender o carro para particular, mas alerta que será difícil alguém comprar um carro com aquela KM e, para não demorar, pois o “excelente” carro pretendido pode ser vendido para outra pessoa a qualquer momento.

4 – O cliente então resolve trocar de carro assim mesmo, afinal, segundo o vendedor, é melhor ele arriscar e fazer um financiamento, levando o “excelente” carro pretendido, do que tentar vender o dele para particular e perder a “excelente” oportunidade.

5 – O carro do cliente, que entrou na base da troca, é subavaliado ao extremo, com preços muito abaixo da tabela.

6 – O carro do cliente, que inicialmente iria para outra revenda, é então levado para uma “revisão”, que adultera o hodômetro e, por fim, é colocado à venda na mesma CC com preços de tabela e, dependendo do estado do carro, às vezes acima da tabela. A justificativa? “Baixa KM”.

Essa prática é mais velha que meu bisavô, mas ainda assim muitas pessoas caem e é justamente por isso que muitas CC continuam aplicando esse golpe.

Há alguns macetes que você pode fazer na hora de comprar um carro usado. Um deles é observar se o volante, os pedais, a manopla do câmbio e as maçanetas estão gastos. Se mesmo assim tiver dúvidas, leve o carro em um mecânico de confiança e peça a ele que avalie o carro.

Hoje em dia é possível descobrir na hora, através de um scanner, qual a real KM do carro. Fazendo isso você ajuda a coibir esse tipo de prática e desmascarar alguns picaretas por aí.